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sábado, 31 de janeiro de 2015

Balanço da Maratona Literária #EuToDeFérias


     Oi gente!!!! Tudo bem?

     Voltei do meu casulo pós-maratona e aqui estou eu para dar o meu balanço.

     A maratona foi dividida em duas partes, uma em dezembro e a outra em janeiro. Como eu ainda estava na reta final do ano letivo, resolvi participar só da segunda parte e consegui ler 11 livros dos 10 estipulados! Me encantei com os primeiros, que com certeza viraram meus amorzinhos, porém alguns me decepcionaram.

     Eu amei participar da maratona, conhecer outros blogueiros e ficar nessa correria gostosa de ler os livros e fazer resenhas. Eu praticamente não comia e/ou não fazia nada. E vai ser a mesma coisa agora que as aulas estão voltando. Espero ter tempo pra tudo isso, pro blog, para os livros e principalmente para os meus estudos. Terá outra Maratona (eu acho que de Carnaval), mas não sei se vou entrar. As coisas estão apertando sabe... Bom, gente, foi isso e obrigada por me aturarem nesse jato de dez resenhas! Se você ainda não leu, clique nos links abaixo:

De repente, Ana
360 Dias de Sucesso
Amor entre Amigos
Um Caso Perdido
A Droga da Amizade
Se eu Ficar
Meu Conto não é de Fadas
Cidades de Papel
Eleanor & Park
Quem é você Alasca?


Até Fevereiro!

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O último livro da Maratona Literária

     Oi pessoas! Como vão?
     Quando comecei a Maratonba Literária #EuToDeFérias pensei: Ah, é fácil. Mas depois que eu vi que teriam muitas resenhas pela frente eu me desesperei, mas consegui concluir! Amanhã conto para vocês sobre o que eu aprendi e se encaro mais uma super Maratona dessas.
     Esse livro de hoje também não estava na minha listinha, porém foi tanta a insistência da Gabi do Borboletas de Chantilly, que eu acabei lendo ele. Eu queria desabafar legal aqui sobre esse livro, mas não vai ter como sem spoiler né? Se eu fosse uma youtuber, com certeza faria uma vídeo debatendo sobre o desfecho que o autor escreveu, porém como não sou, vamos a resenha habitual e à minha opinião.

Título: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
ISBN: 9788578273422

Sinopse: 
Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que , cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para seu labirinto e catapultará em direção ao Grande Talvez.










     Como diz a sinopse, Miles é um adolescente viciado em últimas palavras. Ele não lê obras dos autores, mas suas biografias para descobrir o que cada um falou antes de morrer. E é nessas palavras que ele encontra uma frase de um autor que busca o Grande Talvez(buscava né, porque ele já morreu), baseado nisso ele deixa sua vida para trás e vai estudar num colégio interno, onde seu pai estudou, a Culver Creek. Lá ele conhece Chip, Takumi(um asiático) e a bela Alasca. Chip tem o apelido de Coronel e o próprio coloca em Miles o apelido carinhoso de Gordo, pois na verdade o garoto é tão magro que merece o antônimo do seu verdadeiro físico.
     Na escola, ele fica amigo de alguns e outros, mas o que lhe interessa mesmo, é Alasca Young, misteriosa, "sedutora" e que já tem namorado...
     Eu comecei lendo o livro sabendo de um spoiler, o qual eu já estava a par antes mesmo de querer ler esse livro. Li ciente do desfecho que John Green daria à história. Para mim aquilo não significava nada, porém depois que eu li, percebi o quanto isso me deixou angustiada, fora de si e louca, querendo só suprir meu desespero com perguntas como: Por quê? Como? Pra que?


"Alyeska. Significa 'aquilo em que o mar bate', e eu adorei. Mas, naquela época, só conhecia o Alasca do norte."


     O livro permanece com a escrita do John Green dos seus outros livros, mas essa história não me cativou por completo. Ela é dividida em ANTES e DEPOIS e os capítulos são bem pequenos. Durante o antes fiquei torcendo pra história se desenrolar logo. Eu lia essa parte como se fosse uma leitura obrigatória da escola de tão chata. Somente durante o depois que o livro começou a fazer sentido pra mim e a me prender até a última linha. Eu quis saber o que ia acontecer e descobri: NADA!
     O John tem umas ideias brilhantes, mas dessa vez não me cativou como nos outros livros que eu li. Eu me sinto preenchida com as histórias e suas mensagens, mas dessa vez só as últimas palavras do poeta que motiva Gordo a ir pra um internato, que ME instigou a querer algo mais.
A busca por um Grande Talvez, uma paixão não correspondida e o sustento das últimas palavras.


"Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia. Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."


     Quem gosta delas? O assunto era bom para ser trabalhado, ainda mais por um autor tão brilhante, mas na minha opinião não vingou. As palavras que ele usa são maravilhosas, só faltava arrumar o jeito certo de conquistar totalmente qualquer leitor. Amei as quotes, mas o livro, que tinha tudo para ser sensacional, me decepcionou muito.
     Eu recomendo para quem não quer um livro com muitas expectativas ou quer ler mais John Green, se realmente gosta dele. Vai que você tem uma opinião diferente e gosta mais do que eu?



Eu prefiro a 2 :)


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Maratona Literária - Eleanor & Park #9

     Oi gente!
     Estou muito feliz porque esta é a penúltima resenha da Maratona Literária! Yeahhhhh. Esse livro foi super indicado por duas divas da minha diva, mas pelo que eu ouvi falar, esperava mais... UoooooA. Esse livro não estava na minha listinha, assim como o de amanhã também não. Mas são livros não são? E vou tentar terminar a lista para o outro Desafio.



Título: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
ISBN: 9788542801255
Páginas: 328
Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.



     Park, um coreano que tem um irmão mais novo mais alto que ele. Eleanor, uma ruivona que tem quatro irmãos, uma mãe que queria mais para os filhos e um padrasto que a odeia.
     A família de Eleanor acaba de se mudar e ela acaba de voltar para casa, pois o padrasto não a suporta e vice-versa. Devido às suas péssimas condições, ou quem sabe porque ela tenha um estilo próprio, se veste com roupas velhas e de menino pra escola. E é no caminho para essa escola que encontramos ela encontra Park. A garota não tinha lugar para se sentar e acabou indo parar no banco ao lado do de Park. Além de escutar músicas, ele lê gibis e num dia desses empresta um dos seus para Eleanor, sem saber se o gibi voltaria para o dono. Ela poderia ter roubado, mas a garota não o fez e devolveu a Park no dia seguinte. A partir daí, eles começam um amor improvável e simples.



     Demorei quatro dias pra engolir essa história e digerir cada página que li. Eu me encantei com a escrita da Rainbow e não quis me desgrudar da leitura. Um narração em terceira pessoa, mostrando os lados ELEANOR & PARK, super divertida e emotiva.
     A história do mestiço e da garota ruiva de cachos me conquistou na primeira linha. O jeito carinhoso e cuidadoso do Park foi o melhor de tudo. Ele não é o tipo de galã gostosão ou machão. ELe é somente o Park e nada mais. Já Eleanor, não é nenhuma garotinha mimada, patricinha ou romântica, aquelas que esperam o conto de fadas perfeito. Ela é uma adolescente de atitude e personalidade, cheia de sentimentos dentro do coração. Os dois não se definem em amor por fora, por aquilo que vivem. mas por dentro, pelo que sentem.
     Achei maravilhosa a forma com que a autora retratou esse amor sincero. Ali, vivendo com o coração, só existiam os dois adolescentes de dezesseis anos. Ninguém causava discórdia entre eles e se causasse, eles sé se importavam com eles mesmos.
Eleanor, por ser diferente do modelo feminino padrão, acaba sendo alvo de chacotas na escola e não só dentro dela...




     Park tem alguns amigos e Eleanor consegue fazer duas, que no final nem sequer dão as caras ou são citadas. Realmente senti falta delas e de como entendiam e ajudavam a ruiva.
     A capa é super linda, o trabalho gráfico ficou perfeito! Amei conhecer a Rainbow nessa Maratona. Quando terminei a leitura, senti nada. Pelo drama que eu ouvi falar, pensei que o final fosse muito pior, mas não. Se bem que o desfecho foi muito sentimental e se tivesse mais coisa ali, eu teria ficado em prantos. Daí, ontem, fui perceber que a história trás uma sentimentalidade e uma sensação de tranquilidade e de amor. Eleanor & Park é um livro sereno, para ser sentido, para se ler no vazio do coração, que logo logo será preenchido.





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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Maratona Literária - Cidades de Papel #8

     Oi pessoas lindas desse mundo! Ano passado eu comentei em tudo quanto é blog que tinha como assunto de posts "John Green", que eu queria ler mais livros dele, fora o A Culpa é das Estrelas. Li Cidades de Papel, cuja resenha farei hoje e Quem é você Alasca?, que eu li ontem. Confesso que esperava bem mais, porém a forma com que ele conta suas histórias continua a mesma.
     Ah, a Maratona Literária #EuTôDeFérias acabou pra mim, mas só a parte das leituras. Agora faltam duas resenhas!



Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
ISBN: 9788580573749
Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia. 







     Quentin mora em Orlando com os pais e tem como vizinha a misteriosa Margo. Eles eram amigos durante a infância, mas depois de terem encontrado um homem morto num parque, ela se afasta misteriosamente e acaba virando a popular na escola. Mas um dia, Margo aparece na janela de Q, convocando-o para uma aventura e ele aceita. Ela organiza várias atividades para se vingar de amigas e do ex-namorado que a estava traindo, não só isso mas também invadir alguns lugares. (Se eu morasse em Orlando faria isso todos os dias... kkkk )
     Depois da noite que Q descobriu que nunca esquecera a amiga, Margo some misteriosamente. Ela já tinha fugido algumas vezes, por isso os pais nem se preocupam mais. Ela sempre deixa pistas e Quentin fica preocupado, achando que alguma coisa a mais lhe aconteceu, então começa a ir atrás delas com a ajuda dos amigos.


     Cidades de Papel me surpreendeu e deixou a desejar ao mesmo tempo... Li o livro facilmente, porque a mesma escrita que me conquistou em ACEDE estava presente aqui. A leitura fluiu bem, mas não posso dizer o mesmo dos rumos da história e da minha opinião sobre isso. No começo do livro, queria logo descobrir o porquê desse título maluco e com os planos da Margo(que eu particularmente achei bem legais) isso veio à tona. Das aventuras de vizinhos às investigações em procura da amiga. O livro é bem agitado no começo, porém, eu acho que depois que a Margo vai embora, a história meio que perde o ápice e logo no final despenca mais ainda. Ela é uma personagem independente e interessante, mas é ao mesmo tempo o que torna o livro excelente e um "saco".
     Quentin tem dois amigos, o Radar e o Ben. Eu acho fantástico que eles apoiam e ajudam ele na procura de todas as pistas atrás de uma simples garota que nem quer ser encontrada. Além de claro, serem um pouco engraçados, eles são o tempero a mais que a história tem. O próprio, Q, é perseverante e admirei isso nele ao logo de toda leitura, mesmo se a Margo estivesse morta ele não se importaria de achá-la sem vida, só queria encontrá-la. Eu adorava todas as vezes que ele mencionava ela, porque na maioria delas ele dizia o nome todo dela. E não é muito comum falarmos da pessoa usando o nome todo. Margo Roth Spiegelman.
     O decorrer de todos os fatos não me irritou e toda a história correu super bem, inclusive o enredo é bastante criativo e mais pontos para o Tio Verde! O livro só não me conquistou de vez pelo final e por causa da Margo. Eu amo/odeio ela como protagonista. É como se ela tivesse duas personalidades, dois lados da moeda e não gostei muito disso. São seus pensamentos e suas escolhas que simplesmente não consigo entender. A Margo tinha que viver dentro de um livro de mistério e não no livro do John Green. Eu gostei do início e do meio, mas o fim deixou a desejar e eu esperava bem mais. Mais explicações e mais linhas.
     O melhor do livro pra mim, foi descobrir sobre "cidades de papel" e o que isso verdadeiramente significa. Outra coisa de que eu gostei foi do caderno de poemas rabiscado da Margo, que ela "deixa" pro Q. Se a Margo existisse, eu a mataria por isso e pelo final que ela deu à história dela. Mas como ela não existe mesmo, leiam porque o livro não é de todo ruim, o John Green tem umas ideias maravilhosas e se você não leu nada dele ainda ou só tinha lido A Culpa é das Estrelas, leia Paper Towns.
     Boa pedida para você que busca uma aventura  numa dia pacato de verão. Mas na minha opinião, só não conseguiu merecer cinco estrelinhas.





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sábado, 24 de janeiro de 2015

Meu Conto Não É De Fadas #7

     Oi pessoal!
     As férias estão acabando para alguns, começando pra outros... Mas para os estudantes... Está terminando mesmo. Os dias de folga acabaram e estou muito feliz de estar no último livro da maratona literária. Já se foram 9 livros e 7 resenhas. Pois hoje, vou falar de uma leitura que me surpreendeu muito! O livro é da nossa parceira Bárbara Stefane e depois dessa leitura eu fiquei pensando que a literatura brasileira precisa ser mais valorizada. Estou pensando em abrir uma coluna assim... Para que uma vez por semana possamos conhecer autores novos e livros surpreendentes! Quem sabe essa ideia cresça... O que vocês acham??
     Conto abaixo como me encantei com esse livro.



Título: Meu Conto não é de Fadas
Autora: Bárbara Stefane
Editora: Novo Romance
Páginas: 294



     Keylli mora numa cidade pequena com a mãe e os irmãos mais novos. O pai morreu e era ele quem colocava a comida na mesa, foi um importante vice-presidente de uma empresa alimentícia. E essa mesma empresa, depois da morte do funcionário, oferece um emprego para sua filha, de cobaia. Então Key passa a experimentar os alimentos antes que eles sejam vendidos para as pessoas.
     A menina decide mudar de vida e se muda para a cidade grande, drasticamente. Lá ela acha um emprego de faxineira numa casa de família e ainda arruma um namorado. Só que esse namoro não dura muito, apesar dos fortes sentimentos que Ramon, a namorado, sente por Keylli e vice-versa. O relacionamento não dura muito pela entrada de cena do Edu, um playboyzinho mimado que só quer saber do bem-bom. Trabalhar? Nunca na vida! Ele precisa arrumar uma namorada de aluguel e nossa protagonista entra na história, mas só pelo dinheiro, pois a família de Keylli estava passando um aperto no momento. A garota precisa se decidir entre os dois homens que de repente apareceram na sua vida. Ela deve seguir o coração...

"Se o nosso destino é ficarmos juntos, isso aconteceria de um jeito ou de outro."

     Fiquei apaixonada por essa capa que me lembra minha estação preferida, além de ter um casalzinho fofo nela. Quem você acha que é? Ramon e Keylli ou Edu e Keylli? Já visitei o site da Editora Novo Romance outras vezes, antes de conhecer a autora, e não achei nenhuma capa bonita. Até que me veio esse amarelinho aí. Lembra ou não o outono?
     Li o livro em e-book, mas deu pra perceber que a diagramação ficou linda. Quem sabe um dia ele entre para a minha estante? A escrita da Bárbara melhorou bastante de um livro pro outro e o narrador interativo em terceira pessoa ficou muito legal. "Ele" meio que te instigava a querer saber o que aconteceria no resto da história, porque cada capítulo era uma bomba.
     Achei a mudança da Keylli muito rápida, porque ela simplesmente disse Vou pra cidade e no dia seguinte já estava lá, já acha emprego e tudo o mais... Contudo, foi bem rápida no gatilho em escolher com quem quis ficar e não foi tão chata quanto algumas personagens que encontramos por aí. Ela soube desde o início quem iria escolher e não ficou com lengalenga e mimimi. Achei bem rápido o envolvimento dela com o Ramon para chamar aquilo de amor e a briga de uns dias depois que ocasionou o término deles foi meio estúpida. O Ramon não me conquistou por isso então já deu para perceber que minha torcida foi e sempre será para o Edu né? Mesmo ele sendo um presunçoso, riquinho e mimado ele tem conserto sim. O jeitinho dele com a Key me conquistou e ele é como algumas pessoas que não sabem o que fazer na vida e vão atrás onde tiver mais cifrão. Só que o Eduardo soube, bem no final, diferenciar aquilo que realmente mudaria ele e o deixaria feliz.
     Já ouvi comentários de algumas pessoas que o enredo se parecia um pouco com Procura-se Um Marido(que pretendo ler também) mas pela sinopse do livro da Carina Rissi, deu pra perceber que só a namorada/marido de aluguel que é igual...

"A vida é uma só, e se a felicidade está do seu lado, viva-a."

     Giovane, melhor amigo de Edu, ajudou muito em algumas partes do livro e por causa dele visualizei a história toda com os personagens de High School Musical. Na página da autora, ela colocou o ator que interpretou o Chad, melhor amigo do Troy no filme como o Giovane e não teve como não imaginar a Keylli como a Vanessa e o Edu como o Zac.
     Ainda temos uma antagonista, a Malu, filha da patroa de Keylli. Acho que pela primeira vez consegui me apaixonar por uma vilã. Sério! Ela não queria nenhum dos "garotos da Key", só queria prejudicá-la a qualquer custo e isso chega a ser doença. Mas que eu amei tudo que ela fazia para apimentar o enredo... Ah... Eu amava. Malu se passava por Keylli ao telefone para infernizar a vida das pessoas à sua volta e como assim ninguém reconhecia sua voz? Isso me irritou algumas vezes. Confesso que sinto séria dificuldade em identificar algumas vozes ao telefone, mas de quem já conheço muito bem, só um alô e eu já sei quem é.
     O final foi dividido em dois para cada leitor se focar em qual gostar mais, pois é difícil agradar todo mundo né? E eu sinceramente amei a ideia do final dois e se eu fosse a autora, focaria o livro inteiro no novo ar que moveu o segundo desfecho. Achei muito interessante mesmo e só não conto mais para não dar spoiler. Uma história voltada para o destino e de como ele prega peças na gente, porém mesmo ele já tendo o poder de tudo temos que saber o que queremos, pois o coração já sabe. 
     Indico o livro para quem ama romance e quer experimentar mais livros brasileiros. Quero agradecer a Bárbara pelo envio dos e-books(mais sucesso pra você!) e se ainda não conhecem Amor Entre Amigos, clique aqui.

Onde comprar:
Editora NR
Livraria Cultura



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domingo, 18 de janeiro de 2015

Maratona Literária - Se Eu Ficar #6

     Oi galerinha, tudo bem?
     Hoje vou falar sobre um livro... Que já teve adaptação cinematográfica e foi um grande sucesso. Dica: a Chloe Grace Moretz fez o papel principal. Como diz o título do post, a resenha é sobre If I Stay.

Título: Se eu Ficar
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
ISBN: 9788581635415

     Mia Hall é uma adolescente de 17 anos que acha que foi trocada na maternidade, pois os pais e o irmãozinho são rock n'roll enquanto ela, quando pequena se apaixonou pelo violoncelo. O pai que tinha uma banda, depois do nascimento dos dois filhos e por causa do sonho de Mia, acabou saindo da banda e se tornando professor.
     Durante ensaios que a Mia fazia em sua escola, que incentiva manifestações artísticas, ela conheceu Adam, um quase astro do rock, que tem uma banda, está um ano a frente da nossa protagonista e os dois acabam se apaixonando. Unidos pelo amor e pela música. (OMG, mais um livro musical neste ano!)
     O que a família Hall não esperava era que num belo dia de neve, com escolas e trabalhos cancelados, eles foram para a casa de alguns amigos e acabaram sofrendo um grave acidente de carro. Os pais de Mia morrem na hora e no hospital, com todos os familiares reunidos na sala de espera, Mia tem de lidar com viver sem os pais e lutar para que o irmãozinho Teddy fique bem. Ela tem consciência de todos os acontecimentos, seu corpo fica vagando pelo hospital e a decisão de ficar ou não está nas mãos dela.

SE EU FICAR. SE EU VIVER. A ESCOLHA É MINHA.

     Eu já tinha assistido o filme e era para ter lido o livro primeiro, porém isso não aconteceu... Acho que eu assisti uma história despretensiosa demais e sem muito brilho, por isso não quis ler o livro. Continuo achando isso, mas agora com os olhos de quem realmente leu. A diagramação do livro é a coisa mais linda, com bordas musicais e tudo. A Gayle intercalou os acontecimentos no hospital com lembranças do passado da Mia, como a primeira vez com o violoncelo e como ela conheceu o Adam.
     A história é até curiosa e bem explosiva, como a vida de uma garota era perfeita até ela perder tudo e como será difícil acordar . A autora conduziu tudo de forma que possamos conhecer todas as faces da Mia, de seus familiares e de como ela era feliz.
     Li o livro rapidinho, pois além dele não ser grande, a forma com que Forman retratou tudo é bem envolvente.
     Meu único problema foi que eu esperava um pouco mais do livro. Um pouco mais de "tempero no feijão". Mais vida pra história que é interessante, e boa de ser lida.
Posso classificar o livro como só mais um lido, mais um na estante, só mais uma história. Até porque os protagonistas masculinos costumam arrancar meu coração. Neste caso, o Adam nem me comoveu. Mentira, as falas dele são divas!


     Contudo, a escrita da Gayle Forman, em que a Mia narra sua história, é maravilhosa. Recomendo pra quem quer um romance e drama sem muito AI MEU DEUS! Agora quero ler a continuação e descobrir se o Adam vai mesmo pra minha lista de piriguetagem literária ou não.



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sábado, 17 de janeiro de 2015

Maratona Literária - A Droga da Amizade #5

     Oi gente! Como vão?
     Hoje é a quinta resenha da maratona e eu estou bem atrasada... Mas tudo bem.
     Quando soube que o Pedro Bandeira tinha lançado outro livro ano passado eu tinha que ler! Meu ano de 2014 começou com o suposto último livro dos Karas e em 2015 cá estou eu com esses garotos que são o avesso dos coroas, o contrário dos caretas. E dessa fez, infelizmente, esse é o último livro.



                

Título: A Droga da Amizade - Os Karas #6
Autor: Pedro Bandeira
Editora: Moderna
Páginas: 168
ISBN: 9788516093921




     Neste livro o tio Pedro conta como Miguel, Magrí, Crânio, Calu e Chumbinho, e mais tarde Peggy, se conheceram e formaram a turminha dos agentes secretos em busca da justiça no Colégio Elite, em São Paulo e no "mundo", e como eles estão hoje. Trinta anos depois.
Eles viveram cinco aventuras, cada uma mais impressionante do que a outra. A minha preferida é sem dúvida Anjo da Morte, por se tratar de uma "viagem" ao tempo a 2ª Guerra Mundial.

*Droga da Obediência
*Pântano de Sangue
*Anjo da Morte
*Droga do Amor
*Droga de Americana!
*E... A Droga da Amizade



     Nesse sexto livro, podemos voltar a mergulhar nas palavras desse escritor maravilhoso, três décadas depois do primeiro livro lançado, na época FIMDitaduraMilitar aqui no Brasil. Não fui daquela época, mas posso garantir que a melhor coisa que eu já fiz foi pegar um livro dele pra ler. Não me incomodo com sua escrita a 3ª pessoa , na verdade nosso escritor sabe fazê-lo com imensa maestria. Na verdade, quando se trata de Pedro Bandeira o que interessa é a história e não o narrador.
     A diagramação é a mesma dos outros livros, mas a capa(linda!) é a da atual edição da editora Moderna. Tenho uma curiosidade para saber como A Droga da Amizade ficaria com as capas antigas com objetos que descreviam alguma coisa do enredo. Há imagens nos inícios dos capítulos e nos fins. Amei uma imagem que descreve um dos códigos criados pelo nosso gênio Crânio.  O Tenis-Polar!

Voji i amigom ibiaxe
(Traduzindo o código... Veja a imagem abaixo)



     O livro é pequeno, o que prova que o autor não precisa 500 páginas para contar uma boa história, mas podemos conhecer todas as aventuras que levaram esses garotos à união,com uma leitura intercalada entre passado e o presente. Eles queriam tornar tudo muito secreto e não conseguiram porque "alguém" muito esperto acabou descobrindo, criaram códigos, acharam um esconderijo e foram atrás de situações que merecessem a atuação deles. Pelo bem de São Paulo, do mundo e do colégio deles: o Elite! 
     Pedro Bandeira não decepcionou e pude ver que o talento não se perdeu com o tempo! Só fico um pouco chateada disso tudo acabar com esse livro. Quando uma história nos marca, não queremos um fim, mas um novo começo.
     Porém, tudo acaba. Nós nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos. É natural do ser humano e de qualquer personagem que esteja nas nossas mentes e corações. Assim aconteceu com os geniosinhos: cresceram, obtiveram sucesso profissional e continuam amigos!



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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Maratona Literária - Um Caso Perdido #4

     Oi galerinha! Tudo bom? Hoje vou falar da minha quarta leitura da Maratona: Um Caso Perdido! Até agora eu só li livros maravilhosos e estou indo de vento em popa!

De repente, Ana - ok
360 Dias de Sucesso - ok
Amor entre Amigos - ok
Um Caso Perdido - ok
A Droga da Amizade - ok
Se eu ficar - lendo ele no momento :)




Título: Um Caso Perdido
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403940
Páginas: 384



     Sky mora no Texas com a mãe adotiva, Karen, que não deixa ela ter contato algum com tecnologia e a garota estuda em casa até o penúltimo ano do Ensino Médio. E por influência da melhor amiga no mundo inteiro ela tanto pede que a mãe deixa Sky frequentar a escola pública com a amiga Six. Só que de última hora, Six é aceita em um intercâmbio para a Itália. Sky pensa em desistir, mas não quer voltar atrás com a decisão, mesmo com a reputação que ela e a amiga possuem, de levar garotos para seus quartos, já que a janela de seus quartos paralelos funcionam como "portas" abertas para uma pequena diversão. Ela enfrenta a escola com algumas dicas de Six que acaba não seguindo. Sky se une com um garoto gay contra todos os babacas da escola e ele acaba se tornando seu novo amigo no mundo inteiro.


   

     Mas, naquela tarde que Sky vai ao mercado repor seu estoque secreto de açúcar, ela encara um garoto, que a encara de volta. Holder a segue e alguma coisa em Sky desperta sua atenção. Em casa, ela decide correr, mesmo não sendo seu horário preferido. Para achar algo para fazer, ela se divide entre escola, comida, livros e corrida. E naquela tarde, mais tarde... Ela encontra Holder de novo! Destino talvez? Eles correm juntos e Sky fica sabendo que a reputação dele também não é muito boa, pois no ano passado ele bateu em um menino e faltou pouco para que ele morresse.
Os dois acabam se encontrando mais vezes e se tornam... Amigos?!
     Holder continua atraído por algo em Sky que ele descobre(e nós também) ao longo do livro. Ele que ia abandonar a escola, volta e passa a "torturar", no bom sentido, nossa narradora. A atração entre eles diz muito mais do que qualquer um pode imaginar e o passado de ambos volta a aparecer com esses encontros em que cada um passa a se conhecer de verdade. Sem qualquer boato de má reputação.
     Li o livro porque muita gente estava falando bem e tal... E não esperava uma história com o peso inimaginável desse. A Sky foi uma narradora excelente e não senti que faltava algo, só senti falta da Six, que estava há milhões de litros de água dali. Consegui me transportar para esse mundo maravilhoso com muita facilidade. A escrita da Colleen é divina!


"-Gamo você - diz ele, forçando-se a descer os degraus. - Até segunda.
-Gamo você também."


     Amei a Sky como uma protagonista decidida. Ela não é dessas cheia de voltas, ela sabe o que quer! É direta. Já a mãe, como ela mesma diz, é uma conservadora liberal. Pois deixa a filha sozinha em casa, e não tem muitas regras, fora o NÃO à tecnologia. Mas eu gostei muito da mãe dela, inclusive de todas as suas atitudes durante todo o livro. Ela, que era bem insegura, foi se mostrando mais, como a Sky, decidindo o que quer.
     O título do livro é maior do que se possa imaginar. A brincadeira com os significados que a autora colocou foi incrível! Hopeless, hope - esperança, less - sufixo no inglês para menos. Sem esperança, ou UM CASO PERDIDO.  Outra coisa: no início pensei que era só mais uma historinha despretensiosa, mas a cada página e a cada surpresa, percebi que não. A história, em si, é bem maior e intensa do que se pode imaginar. A sinopse original não diz praticamente nada do que o livro realmente é e do que ele é para as pessoas que o leem!
     A verdade sobre as pessoas, quem elas realmente são, pode doer, mas quem nos ama, sempre está ao nosso lado para o que preciso for. Uma verdade que as pessoas insistem em esconder por trás de fofocas...
     Se estou ansiosa por Sem Esperança - Losing Hope(a história no ponto de vista do Holder)? Sem dúvida quero ler logo!



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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Maratona Literária - Amor entre Amigos #3

     Oi pessoal! Tudo bom?
     Vai ficar ainda melhor agora que fiz a resenha de um dos livros da Bárbara Stéfane.
     Babizetes preparadas(os)?

Essa capa é *-*


Título: Amor Entre Amigos
Publicado pelo: Clube de Autores
Páginas: 131


     Amor entre Amigos mostra a história de "Bárbara", uma professora de educação infantil de 19 anos que já teve alguns namorados, mas nunca se apaixonou de verdade e sonha em encontrar aquele príncipe encantado. Do outro lado do quarteirão encontra-se Gabriel, que só está a fim de fazer sucesso com sua banda, a Reluz.


"Ser músico é a minha vida. Quando toco e canto, posso sentir minha alma se misturar a cada tom, a cada nota... Enfim, eu e a música somos um."


     Ele e mais dois amigos, que querem seguir a música, tentam provar que são bons e Gabriel quer principalmente provar para o pai, que só quer que ele termine a faculdade de medicina. E em um dia desses de stress, Gabriel e Babi se encontram numa igreja. O que Deus uniu homem nenhum separará. E foi na base dessa frase que os dois começaram uma bela amizade. Amizade não, né? Porque eles se apaixonam e só não se declaram por terem medo desse amor não ser correspondido. Com isso, os ex-namorados dos dois, que marcaram seus passados, acabam retornando das cinzas para atrapalhar tudo. Mas com "minha vasta experiência" com romances, posso dizer que um amor não é separado pelas pessoas a nossa volta, mas sim pelo próprio casal.


"Tomei coragem e convidei:
-Vamos à sorveteria?
Ele me olhou meio sem entender e perguntou:
-Pra quê?
-Pra comer sushi. - respondi com bom humor."


     Eu li o livro em um dia(e em e-book só pra constar!), ele é pequeno e despretensioso, mas bem diferente. O livro é narrado em primeira pessoa, dividindo entre Babi e Gabriel, para vermos os dois lados da moeda. No início da leitura não dá pra perceber, mas lá pro meio há vários capítulos com narração "dupla e ao mesmo" tempo entre nosso casal. Achei super interessante, porque até hoje não tinha lido nada parecido. 
     Fiquei morrendo de raiva desses dois, por não se declararem logo e preferirem a enrolação. Mas nada que um pouco de drama e tempo para que essa história "acontecesse" de verdade. Confesso que também fiquei bem chateada com uma atitude da Babi, mas ainda bem que ela consertou. Quando a culpa é de alguém e aquilo é crucial para a história, fico morrendo de raiva e aflição querendo que se resolva logo. Se resolver... 
     Outra coisa que me chamou atenção foi a música, que  sempre dá certo com livros e gostei bastante dessa mistura na leitura mais uma vez. Mais um livro musical na minha "bagagem"! Hahaha Inclusive gostei de um certo guitarrista gato... 
     A questão religiosa, que é a base do livro, onde eles se conhecem.... Foi tratada com muita naturalidade e mesmo eu não sendo da mesma religião do nosso casal protagonista e tal... Não me "incomodou" se é que me entendem. E sabem que de uma coisa? Não discutimos isso, só respeitamos. Até porque o ponto alto do livro é o beija/não beija dos dois. 
     A leitura fluiu rapidamente, porque queria descobrir como iriam se desenrolar os vários nós que foram feitos em cada página. Encontrei um ou outro errinho de gramática, alguns bem explícitos até.
     Uma historinha pequena e singela, mas as mensagens que podemos tirar são lindas! Como os amores mais bonitos que nascem, florescem e morrem dentro de uma igreja e que não podemos deixar de correr atrás dos nossos sonhos. Só porque às vezes as pessoas não te dão apoio nenhum... Continue a "nadar"!


     Indico para quem quer ler um romance fofo e conhecer mais uma escritora brasileira! Querem ler essa história de amor que nasceu de uma amizade? Clique aqui para comprar.




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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Maratona Literária - 360 Dias de Sucesso #2

     Confesso que ler esse livro me fez perceber o quanto não posso me desgrudar da Thalita! Em um livro só eu encontrei muitas risadas e romance! E a própria autora em cada linha, e não foi só porque ela escreveu, muita coisa da vida dela e de muitas pessoas que sonham demais e acabam despencando do próprio pedestal.
     Não entendeu muito bem? Vou explicar, porque hoje a resenha é do livro que vai ultrapassar os dias delimitados de sucesso!






Título: 360 Dias de Sucesso
Autora: Thalita Rebouças
Editora: Rocco
ISBN: 9788579802201
Páginas: 303







     Exatos 360 dias de sucesso que a banda composta por Pedro, Theo, Pá, Gualter e Mari teve. Banda começou por um único sonho em comum: a música. Pedro e Theo são amigos de infância, um tem talento nato para a guitarra, enquanto o amigo se esforça no "gogô". O pai de Pedro, Paulão, acha que é a hora certa de começar a transformar a diversão dos meninos em uma coisa de verdade. Até monta um estúdio para os garotos em sua casa, uma mansão na Barra.
     Mas só os garotos não funcionavam para uma banda de verdade! Eles descobrem Marcelo Pá(que tem esse apelido curioso, mas como eu gosto de suspense, você só descobre se ler o livro) que toca baixo, ou pelo menos tenta! Ele entra na banda para tornar o sonho mais real e se dedicar mais ao instrumento, o pai é músico, então mesmo com notas baixas seu Osvaldo poderia sentir um pouco de orgulho do filho.
     O "som" só começou a melhorar quando Harry Potter entrou na cozinha! Gualter, que usa óculos e tem todo um semblante que lembra o menino bruxo, arrebenta na bateria e como Pedro, é talento que transborda.


"Eu junto meu coração ao seu/ Para que juntos possamos fazer/ Tudo aquilo que eu não posso fazer sozinho."


     Quando eles finalmente fazem um primeiro showzinho em um churrasco, que a namorada de Pedro, Babi, percebe a ausência de um instrumento. Ele passa despercebido, mas faz uma diferença! E que diferença! Só foi a Mari entrar para o time dos meninos-que-querem-deixar-de-levar-um-som-por-diversão com seu teclado, pra coisa mudar radicalmente. Um pequeno show com uma grande plateia é agendado pela mãe do Gualter que é diretora da escola do filho e inscreveu a banda para abrir um sarau. E é a partir daí que as coisas vão ficando cada vez mais sérias. De show em festa de 15 anos a montagem de clipe e tudo o mais. Te contei? Te contei? Te contei? O Gualter parece um menino feio, mas é um compositor que fez o maior sucesso da banda. Tá certo que a música quem compôs foi a Thalita, mas na ficcção foi o Gualter ok? E Amor da Hora Certa foi certeira!!! A banda estourou, pipocou, arrebentou, explodiu!!!!!
     As novas fãs e todo mundo passou a comemorar o sucesso disso tudo! Até que o mundo deles passou a desmoronar... Cantinho por cantinho, palheta por palheta, nota por nota! Do dó ao si. Sem piedade alguma.
     Comprei o livro(na verdade ganhei de Natal)porque estava louca pelo Book Trailer. Participei de sorteios da Rocco, mas não ganhava então... Ganhei o livro e foi minha segunda leitura do ano! Me diverti muito!


     Já li vários livros da Thalita, mas esse foi de uma graça e simpatia que me encheu a boca de tanto rir! Os atores do vídeo ficaram super legais na minha cabeça quando a história rodava... Só não consegui imaginar o ator que faz o Theo, daquele jeito.
     Para começar, não encontrei nenhum errinho e a diagramação ficou muito fofa! Claves de sol, estrelas e botões de pause e stop. Amei isso durante a leitura. Naquelas pausas prolongadas de livros, para indicar que a cena mudou, mas o capítulo não, onde geralmente os escritores colocam * * * , em 360 Dias de Sucesso é um circulozinho do pause. Super legal! E no fim do livro? Stop! As marcações das páginas também ficaram criativas! Tal qual o nome do livro e o enredo. Fama, música, sucesso e amigos.




     Se queremos conquistar um sonho, não podemos estragá-lo quando o atingirmos. No nosso pedestal do sucesso, temos que aguardar a hora certa e não deixar a soberba nos derrubar. Nosso sonho é feito de talento e não exibição e ostentação. Às vezes, é tudo tão de repente como a banda dos meninos que nem percebemos, mas não podemos estar ao luxo de destruir tudo tão depressa. O nosso lado sonhador e humilde que deve vencer!
     Ao decorrer da minha leitura, desde a capa maravilhosa e a orelha do Leo Jaime até a guitarra do verso da capa, notei que livros assim tornam a nossa vida mais doce e apimentada. Não como um romance hot, mas uma coisa mais leve e divertida. Como o Pá, que é hilário do início ao fim e a mãe do Gualter que escolheu esse belo nome para o compositor e um melhor ainda para o outro filho. Hahahahaha
     Não sei se parei de rir, mas os mal humorados que se cuidem, se chegarem perto desse livro... Sorrisos e risadas eternas vão contagiar!


"-Eu acredito que o Marcelo não é melhor nem pior do que ninguém porque repetiu mais uma vez. Isso acontece, não quer dizer que ele vai ser um zero à esquerda quando se tornar adulto. Pelo contrário. Ele pode amadurecer muito com essa repetência. Tanta gente inteligente repetiu.
-Quem?
-Einsten, por exemplo.
-Verdade? - indagou Flora quase sorrindo de alívio.
-Deve ser. Tem a maior cara de repetente."





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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Maratona Literária - De Repente, Ana #1

     Eu não imaginava que iria gostar tanto da escrita da Marina Carvalho e na continuação de Simplesmente Ana, ela não decepcionou. O livro demorou a chegar, mas assim que a Maratona Literária começou, tratei de ler o livro. Resultado: não consegui me desgrudar dele até a última linha. E eu estou falando sério! Li ele em menos de 24 horas.


Título: De repente, Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635354
Páginas: 320
Citação: "A vida não avisa a hora em que vai dar uma bela rasteira na gente."


     Dessa vez, a Ana está passando férias na Bahia com seu namorado Alex. Eles conseguiram se entender e depois de dois anos dos acontecimentos do primeiro livro e a descoberta de uma nova princesa, o relacionamento deles está cada dia mais firme, cheio de paixão e Alex cada vez mais fofo! Como não se apaixonar?!
     Com seu pai, também vai as mil maravilhas, Ana já aprendeu um pouco da língua da Krósvia(obviamente, mas não tão óbvio assim, o krosvi), até que... Ela tem um sonho, onde seu pai morre. Alex a conforta, mas aquele pesadelo só sai da cabeça dela para se tornar real. Andrej sofreu um acidente aéreo e está entre a vida e a morte. Cabe agora à Ana assumir o trono da Krósvia temporariamente, até a recuperação de seu pai, e virar rainha. Porém a oposição e mais pessoas querem um tropeço da "nova rainha" para que eles tomem o poder.
     Com esse stress do novo "trabalho", ela tem que se esforçar para dar o melhor de si e não desapontar a Krósvia e a si mesma. Ana tem a ajuda de Ivan, o assessor do pai, para aprender as leis do país e blá blá blá, como se portar como uma rainha provisória, até que o rei volte para seu trono. Se ele acordar, não é? Ana tenta procurar um porto seguro no namorado, mas Ivan é motivo de ciúmes para o arquiteto, e sua ex-namorada, Nome de Cachorro(a.k.a. Laika) volta com ligações e uma visitinha que não agrada sua atual namorada. Será que ela vai conseguir superar a pressão de ser a nova rainha e não deixar que seu relacionamento se abale? Só lendo até o fim para descobrir!
     O segundo livro é ainda mais surpreendente(clique aqui para ler a resenha de Simplesmente Ana), acho que não preciso falar nada, pois o livro não saiu da minha mão.
     Primeira impressão: logo que De repente, Ana chegou e desempacotei, percebi umas páginas amareladas e outras cinzas. O que seria aquilo? Eu adorei saber que teríamos a perspectiva do Alexander também! A tática de diferenciar a Ana dele pelas cores das páginas ficou demais!! Fiquei folheando um tempão vendo as cores mudarem ao longo do movimento dos meus dedos. Eu não sabia que ele xingava tanto e tivesse uma personalidade "machona" e forte. Alex da Ana, nosso Alex <3.

Eu brincando com a capa! :3
   
     A Ana teve seus momentos de fragilidade, mas com quase 23 anos ela se vê cara a cara com um desafio que não imaginava aparecer na sua frente. Ela teve que amadurecer antes? Teve. Mas agora é pior do que isso. O poder que pessoas sonham em ter ou roubar está nas mãos dela. Decisões importantes. Nossa princesa não pode vacilar e mesmo ela ter se mostrado insegura, continuou tentando, foi corajosa e não fugiu da obrigação. Admirei isso nela.
     No verso vem escrito:
Neste livro você encontra
Amor
Humor
Mistério
     Só não pensei que o mistério fosse tanto para ter que me prender com conteúdo forte nas 320 páginas. Romance combina com um pouco de mistério. E a Marina fez a mistura ficar ainda mais maravilhosa. Alguém quer o mal da Ana e do seu pai. Quer descobrir? Leia o livro! Você não vai se arrepender. Dê uma chance! ;)




Gente, lembrando que essa resenha vale para a Maratona Literária #EuToDeFérias e o Desafio 3 Meses 15 Livros! Por enquanto os títulos vão vir só com a Maratona, mas quando terminar os dez livros, a partir do 11º o título vai mudar para Desafio... Vou colocar os três marcadores de qualquer maneira: #Desafio3X15 e #MaratonaLiterária #EuToDeFérias



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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Let it Snow - A Magia do Natal

Fazer faculdade de serviço social nunca foi fácil, mas sempre foi um sonho. Sou adotada, então não foi surpresa nenhuma para os meus pais e minha irmã. A Milena ainda está no colégio e de longe quer se aventurar na vida de universitária. Ela também veio do mesmo orfanato que eu estava e é nele que de vez em quando visito as crianças e faço a alegria daquela casa com as Irmãs. Elas me agradecem pelo trabalho voluntário, que pode até vir a ser meu estágio. Algum dia.
Irmã Felícia tanto pediu que até aceitei cuidar das crianças junto com ela, pois as outras estariam junto ao bispo. O que eu traduzi como “gandaia”, mas acho que as freiras merecem descanso, ir visitar as famílias que deixaram para trás quando escolheram servir não só a Deus, mas às crianças também. Eu não hesitei em dizer sim, e logo avisei em casa. Minha mãe e minha irmã nem se manifestaram, mas meu pai disse que a ceia perderia um pouco o sentido sem a minha presença.
Fui adotada com dez anos e nunca soube a minha história do nascimento, pois a minha verdadeira começou com a adoção e depois com a presença de uma irmã. Minha mãe sempre quis engravidar, mas meu pai é estéril e então a solução foi a adoção. Não seriam só eles a deixar pra trás, pela primeira vez na noite de Natal. Lucas, meu namorado há três anos nem quis ir comigo. Eu pensei que ele iria, porque a gente sempre passa a noite juntos. Cada um na sua casa e depois ele vem me buscar, fica um pouco lá em casa e nós vamos para a casa dele. O irmão tem várias amigas, então acho que meu estudante de engenharia nem vai sentir a minha falta.
“Carol, tudo bem você pode ir ficar com as crianças, mas eu não vou, já te disse.” Ele respondeu, assim que disquei seu número antes de pegar o carro e ir para o Orfanato Irmã Teresa. “Amor, eu sei, mas o que custa? Só uma passadinha?” Tentei pela milésima vez, convencê-lo. “Eu já te disse, se você prefere essas criancinhas, pode ir. Eu tenho mais o que fazer.”
“Tudo bem.” Eu respondi desanimada. “Tenha um ótimo Natal.” “Você também.” Foi o que recebi em resposta.
Peguei minha pequena malinha, e uma sacola cheia de presentes para as meninas e os meninos. O orfanato só abriga crianças de sete aos quinze anos, então livros vão servir como uma luva. Eu fico imaginando a cabeça de um adolescente que só tem outras crianças como companhia. Os pais abandonaram e nem pensaram em como ele cresceria, como seria bonito, inteligente. Em como encheria a casa de alegria. Eu tive sorte de encontrar pais aos 10 anos, mas e eles?
Esse pensamento se afasta quando escuto o toque de mensagens do meu celular. Dois toques. A primeira mensagem é da Ana, minha melhor amiga que resolveu fazer Música. “Carolzinha! Mais tarde te ligo. Pena que você não pode ver o musical que organizei. Vai ficar lindo! Peço alguém pra filmar e te mostro depois. Boa sorte com os pirralhos. Beijinhos da ANoel”
Meu coração se entristece por não ver o musical de Natal que a Ana produziu junto com uns colegas. Mas eu sei que ela vai brilhar. Abro a segunda mensagem. “Carolina, tudo pronto para essa noite? Você poderia trazer massas de cupcake? Aprendi com o Edu Guedes semana passada e queria fazer para os meus meninos e claro com sua ajuda. Não demore, sim? Beijo. Irmã Felícia.” Cupcakes! Hummm. Claro que eu vou levar, essa ideia vai ficar maravilhosa na barriga.
Junto minhas coisas, pego umas massas de cupcake da Milena, ela nem vai perceber que eu roubei, já que a essa hora, oito da noite, não vou achar nada aberto. Véspera de Natal? Só doido com loja aberta. Nem doido eu acho. Meus pais me dão uma caixa média de presente e pedem para eu abrir só meia-noite, na sacada do prédio do orfanato. A Milena me dá um beijo de Feliz Natal e retribuo com vários outros. Inclusive algumas cosquinhas. Essa sim é a família que vou agradecer o menino Jesus por dá-la a mim.
O trajeto é tranquilo, peguei o carro do papai e as crianças estão todas dormindo. Com exceção de nenhuma. Irmã Felícia me conta que todo ano é assim, porque elas ficam a madrugada toda acordadas. Me junto a ela na cozinha para preparar a nossa sobremesa: Cupcakes! Vou adiantando a ceia e arrumo a mesa da forma mais linda possível. Nunca imaginei uma mesa tão grande como essa! No total: vinte e quatro lugares. Parece aquelas mesas de filmes medievais, castelos, reis e rainhas. Se bem que essa noite um rei vai nascer, então está tudo conforme o esquema.
O tempo passa tão rápido que nem percebo. Onze e meia. “Meu Deus! Já é quase hora de acordá-los!” Digo a Irmã que está sentada na mesinha da cozinha, descansando. “Não se incomode, elas acordam umas às outras e correm pra mesa. Fazemos as orações e elas vagam por aí até cansarem mais uma vez.”
“Tudo bem. Exatamente à meia-noite?” Pergunto. “Não. Nós começamos a comer à meia-noite.” Ela olha no relógio de pulso. “Em três... Dois... Um.” E escuto vários pés correndo até a sala e escolhendo seus lugares. Eu e Irmã Felícia vamos nos sentar cada uma numa ponta. Ela me chama para ver o espetáculo e fico impressionada com a felicidade estampada em seus rostos e a educação de sempre. Eu nunca tinha vindo aqui no Natal e desde os 16 ajudo sempre que posso. Dois anos depois, cá estou eu. Passando o Natal longe da família e do ex... Namorado?


“Oi, Carol.” Júlia, uma loirinha de doze anos me cumprimenta. “Oi querida. Dormiu muito eim?” Brinco um pouco com ela, que se senta do meu lado direito. “Nada. Só a rotina natalina de sempre. Você trouxe presentes? Muitos aqui ainda acreditam no Senhor Noel...” Ela sussurra. “Claro que sim. E trouxe uma coisa muito especial pra você também!” Sussurro de volta e percebo que todos já se sentaram. Tenho certeza que ela vai gostar de Alice no País das Maravilhas! Irmã reza um Pai Nosso para acalmar a todos e eu acompanho.
“Dormiram muito, eim meninos?” Ela faz cara de brava. “Hoje não tem presentes, vocês podem comer e ir pra cama!” Muitos “Ahs” e caras tristes aparecem, mas logo se desfazem. “Que isso meninos! Hoje tem pra todo mundo! Mas temos que agradecer o nosso Deus por trazer o menino Jesus, por nossa comida e o presente que todos vão ganhar!”
Irmã começa rezando uma oração belíssima que não consigo identificar. Sou católica, mas não tanto quanto minha mãe, por exemplo. Eu tendo Deus no coração, mais nada importa para mim. Mas vejo que eu devia voltar a frequentar mais. Ela termina e em uníssono os meninos rezam uma oração que não reconheço, porque eles a fizeram e decoraram! Meu Deus! Nem na minha época de orfanato nós éramos tão educados e organizados. Depois cada um faz sua oração. Pedindo e agradecendo. Pedidos de uma família até um bom emprego no futuro. Chega a minha vez e agradeço por compartilhar esse momento com eles, pelo ano de 2014 que já está acabando, e peço a Deus que ilumine minha família e meu namorado que não estão presentes comigo hoje. Peço pelas irmãs e por cada criança e adolescente que ainda não encontraram seu lugar no mundo. Que elas não vivam a procura de uma família e sim, de carinho e amor eternos que podem encontrar nas pessoas certas. Nós rezamos mais um Pai Nosso e sentamos à mesa para a ceia, quando meu celular toca. Penso que é a Ana, mas é só uma mensagem do... Lucas!
“Vá a sacada. Papai Noel chegou com um presente especial pra você.”
Penso em ignorar, mas ele nunca me mandaria uma mensagem assim, à toa. Peço a Irmã um minuto e ela entende que devo querer dar Feliz Natal aos meus pais. De repente me lembro do presente deles. A caixinha! À meia-noite! Vou até a sala, pego a caixinha e vou pra sacada. Meu desespero é tanto que quase a deixo cair lá embaixo. Mas consigo abrir e me surpreendo por seu uma... Lanterna? Que isso? Meu relógio marca um minuto para meia-noite. Ligo a lanterna e escuto um jingle bells bem familiar. Vindo do terraço. Aponto a lanterna pra cima e encontro...
“Lucas? O que você está fazendo aqui?” Me assusto e pergunto.
“Meu amor, nunca duvide do meu sentimento por você. E calma, não vou te pedir em casamento. Temos só dezoito anos. Não fique assim.” Ele avisa, vendo a minha cara de espanto. “Lembra do seu sonho? Não desista de nenhum sonho por mais que seja impossível. Eu te amo.” Ele, que estava gritando, some e fico preocupada. Mas percebo que está ventando um pouco. Tinha previsão de chuva pra hoje e não... Previsão para neve?! Vejo a neve cair do céu, mas não de tão alto. De uma máquina de onde Lucas está. Eu sempre quis que nevasse no Brasil, porque podemos viajar e vê-la em outros lugares. Porém em outro lugar, não vai fazer nenhum sentido, voltarmos pra casa e não encontrarmos esse climinha gostoso.
Eu já tinha visto a neve numa viagem pro Chile que eu fiz com a escola, saiu totalmente de graça pra mim, porque foi concurso e seria uma viagem de estudos. Fomos numa época que só nevou um pouquinho e fiquei com gosto de quero mais.
 Entro em pânico, só que um pânico gostoso e grito todo mundo. Em questão de segundos, todos estão maravilhados com a mesma visão que a minha. Em dez minutos tudo acaba, cada um me dá um abraço agradecendo pelo presente e depois de tudo isso, Lucas aparece na porta. Eu corro e dou o maior abraço nele, seguidos de vários beijos e vários “eu te amo” também.
“Como você conseguiu fazer isso?” Perguntei, ainda nos braços dele e todo mundo assistindo a cena. “Bom, é que eu não tinha nada em mente como presente de Natal pra você e lembrei do seu sonho. O resto é segredo. Carol, sério. Eu só estava sendo rude pra você não perceber nada. Eu estava fazendo uma surpresa.” Agora eu penso sério. Meu Deus! Obrigada por ter colocado esse homem na minha vida. “Eu não me importo. Eu amei minha surpresa. Que acabou virando NOSSA SURPRESA. Ah, fique sabendo que se fosse um pedido de casamento em pleno Natal eu teria aceito.” Ele me deu vários outros beijos e chamei-o para comer. No caminho, o caçula da casa, João, perguntou para o meu namorado:
“Você quem é o Papai Noel?”

“Não. Sou um amigo dele e do menininho Jesus.” Papai Noel? O Lucas nem tem barba... Abro um sorriso de felicidade, maior do mundo. “E de nós todos, João.” Completei, porque eu já dividia minha vida com ele. Agora, seria mais uma parte dela, eu sabia que aquela noite estava longe de acabar por ser Natal e que ele não me desapontaria. Nem Jesus, que acabara de nascer. Nem meu namorado.


Oi gente!!! Espero que tenham gostado. Muito obrigada por chegarem até aqui em baixo. 
Feliz Natal para cada um que me acompanha e que de alguma forma chegou até o blog.
Beijinhos! Fiquem com a trilha sonora da Carol...